César Moreira – opinião Abril

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Updated: Abril 4, 2015

Ao aceitar o convite que me foi endereçado por parte da boxe Portugal, aceitei também o desafio e responsabilidade de neste artigo de opinião dirigir alguns dos pensamentos que possuo e que por norma apenas partilho com os amigos mais chegados, por norma também eles agentes desportivos que comungam a modalidade nas suas mais variadas posições.

A modalidade que tanto amo e que me fez viver alguns dos momentos desportivos mais bonitos da minha vida merece pois que dentro da minha humilde opinião possa tecer alguns pensamentos, opiniões ou meramente opinar sobre a modalidade rainha dos desportos de combate ou não fosse esta já secularmente denominada a nobre arte.

 

Neste meu 1º artigo de opinião gostaria de abordar de uma forma superficial o atual momento vivido a nível nacional, com incidência na forma geral com que os diversos agentes desportivos ( atletas, treinadores, dirigentes e aficionados em geral ) visualizam o panorama pugilístico atual.

 

Tenho por opção própria mantido uma posição de afastamento promocional e desportivo o que me tem permitido visualizar de uma forma mais clara e objetiva todo o panorama emergente na modalidade em Portugal.

Neste ultimo ano e ao contrario de  muitos negativistas e prelatores da desgraça, tenho assistido ao nascimento de muitas jovens promessas, vejo com entusiasmo e contentamento os clubes a manterem o seu acérrimo trabalho no desenvolvimento da modalidade e pese embora todas as dificuldades existentes, muitas delas idênticas ao estado caótico do próprio país, continuo a deslumbrar uma continua linha de trabalho que faz manter acesa a chama futuro da modalidade.

 

Quando á uns anos atrás enquanto promotor lutei para que fosse possível manter os jovens atletas de tenra idade a efetuarem demonstrações nas aberturas dos diversos eventos pugilísticos, estava então já ciente como se veio a comprovar que seriam esses mesmos atletas a semente do futuro da modalidade, enchendo me atualmente de orgulho de cada vez que posso sentir o prazer de os ver competir, hoje com uma segurança e destreza técnica que certamente não possuiriam caso tivesse desistido deles á uns anos atras.

 

Hoje deslumbro com superior regozijo que de uma forma generalizada todas as salas de ensino apostam na formação dos mais pequenos e se batem tal como eu outrora para que estes tenham a possibilidade de poder competir, mais que não seja na forma de demonstrações que permitem manter o sonho do jovem atleta vivo, demonstrando uma clara abertura de mentalidades a todos os níveis no seio da própria modalidade.

 

Muitas das atuais “certezas” desportivas nacionais de hoje, fizeram me lutar pela quebra de barreiras instaladas e a que felizmente a nível diretivo federativo teve o devido acompanhamento, permitindo hoje ser um sucesso que nos coloca quiçá a frente de muitas potencias pugilísticas europeias, onde a gestão ditatorial continua patente e a impedir que o boxe seja para todas as idades desde que bem acompanhado a nível arbitral e de treino.

 

O boxe hoje como á muitos anos e apesar das normais mudanças na sua forma e componente social, continua a possuir o dom de estruturar caracteres e mentalidades, sendo quando bem direcionado uma excelente ferramenta na formação emocional e intelectual dos mais pequenos, criando valores que perduram para toda a vida e que os mais jovens não esquecem quando se tornam elementos adultos da nossa sociedade.

 

“A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para ser um eterno aprendiz “

 

César Moreira

03-04-2015

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