Ricardo Fernandes campeão nacional em 1’42”

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Updated: Novembro 1, 2017

O pugilista do Sporting Clube de Portugal Ricardo Fernandes é o campeão nacional de boxe na categoria 79,200 kgs (meio-pesado) ao derrotar por k.o. técnico Kikanga Kungo logo no primeiro assalto, que terminou aos 1’42”.

O combate teve lugar no Pavilhão Carlos Queiroz, em Carnaxide, integrado na Gala Belouracar, que decorreu na noite deste sábado, fechando o evento que durou mais de cinco horas e que contou com a presença na assistência do membro do Conselho Directivo, Bruno Mascarenhas, para além dos atletas Sílvia Saiote e Marco Fortes

Como era a primeira vez que ambos os pugilistas se defrontavam – recorde-se que foi Kikanga Kungo, também conhecido como ‘O Preto Português’, quem desafiou Ricardo Fernandes na luta pelo título –, gerou-se uma natural expectativa, com o cinturão em disputa.

Ao soar da campainha inicial, o combate teve nos primeiros instantes uma fase de estudo mútuo. Kikanga Kungo tentou por duas vezes golpes de direita, mas Ricardo Fernandes, com a concentração nos níveis máximos, esgueirou-se com mestria em movimentos rápidos. Ao segundo impacto infligido pelo atleta leonino, Kungo vai ao tapete pela primeira vez quando ainda não tinha decorrido um minuto e meio dos três regulamentares que marcariam o fim do primeiro assalto.

De imediato é iniciada a contagem, tendo recuperado ao oitavo movimento. Por pouco tempo já que Ricardo Fernandes, com o segundo cross de direita ao queixo do adversário levou-o novamente ao tapete, o que fez com que o árbitro, o espanhol Ignacio Conejero, desse por terminado o combate. Dos 10 assaltos previstos, de três minutos cada, tudo ficou resolvido em apenas um minuto e 42 segundos… da primeira ronda!

No final, o agora campeão nacional, era o rosto da felicidade: “Nem nos nossos melhores sonhos imaginámos que poderia ser assim”, começou por dizer o homem conhecido no mundo das modalidades de combate como o ‘Super-Homem’. “O treinador tinha delineado este plano, mas sem pensarmos que pudesse correr tão bem e tão rapidamente. Entrámos muito concentrados, pois sabíamos que o adversário era muito forte fisicamente e teríamos de andar fechados, ver as mãos com calma dada a sua força e da possibilidade de ir a jogo a qualquer momento”.

O técnico, Vítor Carvalho, não ficou atrás no espírito de vitória. “Qualquer treinador ficaria contente com este desfecho”, começou por explicar, sendo mais assertivo sobre o rendimento do seu ‘novo’ campeão: “É preciso muito cuidado para não se levar golpes quando se está frio. Primeiro porque o corpo não aguenta tanto e também porque a potência está altíssima. Só com o cansaço é que os impactos vão perdendo quilos de força. No entanto, o Ricardo é um predador. Não larga o adversário enquanto não o apanhar. Realmente, não tem grande história porque foi mesmo muito curto, mas não deixa de ser uma vitória muito saborosa e carregada de valentia. Há vezes em que se luta muito e bem e não se consegue e outras que é o que se viu. Não foram golpes de sorte, foram de grande valor e a partir do momento que o adversário os sofreu nunca mais se entendeu”.

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